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Arquivos para Julho 6th, 2007

Amor, doce veneno…

O Amor é a razão de toda a nossa existência, tão rapidamente nos coloca no topo de mundo, como no segundo seguinte nos torna o mais miserável dos mortais.
O Amor! Veneno raro que nos inebria a alma… e nos coloca nas mãos do Destino…
Oh! O que seria de nós sem esse doce veneno?

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Seus olhos

Seus olhos – se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! – e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda alma senti…
Nem ficou mais de meu [...]

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Víbora

Como a víbora gerado,
No coração se formou
Este amor amaldiçoado
Que à nascença o espedaçou.
Para ele nascer morri;
E em meu cadáver nutrido,
Foi a vida que eu perdi
A vida que tem vivido.
Almeida Garrett

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Este inferno de amar!

Este inferno de amar — como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida — e que a vida destrói —
Como é que se veio a atear,
Quando — ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra; o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um [...]

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Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente [...]

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